Quarta-feira, Dezembro 7, 2022
Noticia

Partido FRELIMO: fundação e história

Partido FRELIMO: fundação e história
Partido FRELIMO: fundação e história

Fundação da FRELIMO

A Frente de Libertação de Moçambique, também conhecida por seu acrônimo FRELIMO, é um partido político oficialmente fundado em 25 de Junho de 1962 (como movimento nacionalista), em Dar-es-Salaam, na Tanzânia com o objectivo de lutar pela independência de Moçambique do domínio colonial português. O primeiro presidente do partido foi o D.r Eduardo Chivambo Mondlane, um antropólogo que trabalhava na ONU.

História da FRELIMO

Desde a independência deMoçambique, em 25 de junho de 1975, a FRELIMO é a principal força política do país, sendo também o “partido da situação” desde então.

Graças a juncão de três organizações nacionalistas de base regional – a União Democrática Nacional de Moçambique (UDENAMO), a Mozambique African National Union (MANU), e a União Nacional Africana de Moçambique Independente (UNAMI) – fundiram-se em um movimento guerrilheiro de base ampla sob os auspícios do presidente tanzaniano Julius Nyerere. Sob a presidência do antropólogo Eduardo Chivambo Mondlane, a recém-formada FRELIMO estabeleceu sua sede em 1963 na cidade de Dar-es-Salaam. O reverendo Uria Simango foi o seu primeiro vice-presidente.

O movimento não poderia, até então, ter sede em Moçambique, visto que os movimentos nacionalistas e de oposição estavam sob controle da polícia lusitana. A Tanzânia e seu presidente, Julius Nyerere, eram simpáticos aos grupos nacionalistas moçambicanos.

Convencido pelos acontecimentos recentes, como o massacre de Mueda, de que a agitação pacífica não traria independência, a FRELIMO contemplou a possibilidade da luta armada desde o início. Ele lançou sua primeira ofensiva em setembro de 1964. Os primeiros anos da FRELIMO, durante a qual a ideologia marxista evoluiu, foram tempos de turbulência interna. Mondlane, juntamente com Marcelino dos Santos, Samora Machel, Joaquim Chissano e a maioria do Comitê Central do movimento guerrilheiro, resolveu promover a luta não só pela independência, mas para criar uma sociedade socialista. O Segundo Congresso do Partido, realizado em julho de 1968, aprovou as diretrizes socialistas. Mondlane foi reeleito para presidente do partido e Uria Simango foi reeleito vice-presidente.

Depois do assassinato de Mondlane, Uria Simango assumiu a liderança, mas sua presidência foi alvo de contestação por alguns membros. Em abril de 1969, a liderança foi assumida por um triunvirato, composta por Machel, Santos e Simango. Depois de váriosmeses, em novembro de 1969, Machel e Santos depuseram Simango. Este último deixou a FRELIMO e se juntou posteriormente ao pequeno movimento de libertação COREMO (Comitê Revolucionário de Moçambique).

Depois da morte de Machel 1986 em um acidente de avião, Joaquim Chissano assumiu a liderança tanto do partido quanto do Estado.

Especialmente depois da queda da União Soviética, em 1989, e a derrocada do bloco comunista, Chissano iniciou a conversação sobre um sistema multipartidário em Moçambique.

A guerra civil somente foi encerrada em 1992 sob os termos do Acordo Geral de Paz, assinado em Roma, Itália. Ao longo dos anos de guerra houve grandes perturbações sociais, com a pobreza no país alcançando patamares muito grandes. Isto tornou difícil o trabalho do governo, que pretendia atingir muitas metas sociais e melhorar a vida da população moçambicana.

Do socialismo ao capitalismo

A partir de 1993 a FRELIMO moveu em direção à social-democracia, fato este que recebeu o ativo apoio do governo de Thatcher no Reino Unido. Moçambique então tornou-se um membro da Commonwealth of Nations, composto em sua maioria por ex-colônias britânicas independentes, um fato inusitado, visto que o país tem fortes raízes culturais e históricas com Portugal. Nas eleições de 1999, o Presidente Chissano foi reeleito com 52,3% dos votos, e a FRELIMO garantiu 133 dos 250 assentos parlamentares. Devido a acusações de fraude eleitoral e vários casos de corrupção, o governo de Chissano foi amplamente criticado.

Chissano decidiu não disputar a eleição presidencial de 2004, embora a Constituição lhe permitisse fazê-lo.

Em 2002, durante o seu VIII Congresso, o partido escolheu Armando Guebuza como seu candidato para a eleição presidencial de 1º e 2 de dezembro de 2004. Como seria de esperar dado o status maioritário da FRELIMO, ela venceu, ganhando cerca de 60% dos votos. Nas eleições legislativas realizadas na mesma data, o partido ganhou 62,0% dos votos e 160 dos 250 assentos na Assembleia Nacional.

A RENAMO e alguns outros partidos da oposição alegaram fraude eleitoral e denunciaram o resultado. Os observadores internacionais (entre outros, membros da Missão de Observação Eleitoral da União Europeia em Moçambique e do Centro Carter) apoiaram as reivindicações, criticando a Comissão Nacional Eleitoral (CNE) por não realizar eleições justas e transparentes. Eles listaram inúmeras faltas cometidas pelas autoridades eleitorais que resultaram em beneficiar o partido no poder, a FRELIMO. Mas os observadores da UE concluíram que as deficiências nas eleições provavelmente não afetaram o resultado final da votação da eleição presidencial.

Leave a Response