Quarta-feira, Fevereiro 8, 2023
Noticia

Bruno de Almeida lança segundo volume de Cinema Imaginado

Bruno de Almeida lança segundo volume de Cinema Imaginado
Bruno de Almeida lança segundo volume de Cinema Imaginado

O segundo capítulo da planeada trilogia Cinema Imaginado, projeto liderado por Bruno de Almeida, chega às lojas em CD e digital na próxima sexta-feira, dia 27 de janeiro. O primeiro backup, “Fear City”, foi anunciado no início deste mês.

Graham Haynes (cornet, flugelhorn, eletrónica), Ricardo Toscano (saxofone) e, entre vários outros músicos, Mário Franco (baixo e contrabaixo) e Tó Trips (guitarras) fazem parte de uma vasta equipa para dar vida às palavras e composições de Bruno de Almeida, cineasta com um percurso ilustre que estudou, viveu e trabalhou em Nova Iorque e que agora projecta um cinema diferente de Lisboa, pensado mais auditivamente do que visualmente. Na mesma data é lançado o primeiro volume de Cinema Imaginado, lançado em 2022 em CD e formatos digitais em vinil. Este novo disco é dedicado à memória de Pedro Gonçalves, músico dos Dead Combo, formação com a qual Bruno de Almeida colaborou a nível visual.

As notas de lançamento afirmam que “o novo capítulo do Cinema Imaginado expande a imaginação original com um pano de fundo nova-iorquino, cheio de cosmopolitismo noir e hard-eded dos anos 70 e 80, com foco em um protagonista ‘flaneur’ que se deixa arrastar pelas situações que ele encontra-se dentro.” sem controle sobre.”, como explicou o próprio Bruno de Almeida. “Mas, desta vez, a ideia cinematográfica do álbum é labiríntica e operística: os temas trazem personagens secundários que motivam novos espaços sonoros. Há menos ‘diálogo’, menos voz e mais sentimento”, acrescenta. Segundo ele, o risco faz parte da equação do novo volume: “Mesmo que seja funk, hip hop, acid jazz ou mesmo cowboy-fado-western rock ou conceitos classicizantes, minha trajetória é cada vez mais para uma fuga da consciência, da referência .” É também avançado que o terceiro volume, que concluirá esta trilogia, “desenhado para um experimentalismo avançado, onde a eletrónica é tão ousadamente explorada como agora”, já está em produção.

Gravado de março a outubro de 2022 nos estúdios BA Music (Lisboa), Valentim de Carvalho (Paço d’Arcos), Putchiu (Lisboa) e Casa das Máquinas (Salvador, Bahia), o álbum foi mixado no final do ano por João Pedreira nos Estúdios Valentim de Carvalho. Para além dos já referidos músicos Luís Figueiredo (piano, piano Fender Rhodes), Rúben da Luz (trombone), Rui Bandeira (trombone baixo), Sérgio Carolino (tuba), André Sousa Machado (bateria), Alexandre Frazão (bateria), Osvaldo Pegudo (percussão), Óscar Graça (piano), Marco Fernandes (marimba), Ana Pereira (violino), Ana Filipa Serrão (violino), Joana Cipriano (viola), Ana Cláudia Serrão (violoncelo), José Pereira (violino) e Catarina Gonçalves (violoncelo). As letras e composições são de Bruno de Almeida, que também dirigiu os arranjos, com exceção de “Sense Memory”, tema de Mário Franco.

Bruno de Almeida chegou a fazer carreira como cineasta, mas durante seu período de formação em Nova York, no início dos anos 1980, foi um membro ativo da cena de vanguarda local, tocando guitarra ao lado de Graham em No Image. Haynes, músico com quem criou também um duo musical inovador, com uma forte componente eletrónica. Com estes dois projetos, chegou aos palcos de locais importantes como o Portão da Aldeia, a Roleta e a Knitting Factory. Almeida também co-fundou o quinteto de jazz-rock Contrabanda e colaborou com músicos como Sérgio Pelágio ou Saheb Sarbib. Assina também obras para espetáculos de dança coreografados por Francisco Camacho, Vera Mantero e Paulo Ribeiro. A sua filmografia inclui documentários sobre Amália Rodrigues e Camané.

Leave a Response